Um projeto de lei de autoria do vereador Diego Martins (MDB), o Diegão, entrou para deliberação nas Comissões Permanentes da Câmara de Mogi das Cruzes, hoje (23), dispondo sobre maior humanização, por meio de visitas virtuais, para os pacientes internados com Covid-19 nos hospitais ou unidades da rede de saúde pública municipal e particular da cidade, seja em UTIs ou enfermarias. “A pandemia por coronavírus tem nos mostrado histórias de absoluta solidão, devido ao distanciamento imposto, cruelmente, pela doença. Não são raros os relatos, inclusive que chegam até o meu gabinete, de pessoas que gostariam de falar ou ver seus entes queridos, mesmo que estes estejam impossibilitados de conversar ou até mesmo de ouvi-los, na esperança de abreviar a angústia que é não poder estar ao lado deles e, de certa forma, servir de estímulo para apressar a cura daquela pessoa querida no seio familiar”, justifica Diegão.

De acordo com o projeto do vereador, inspirado em um manual de condutas de visitais virtuais em tempo de pandemia, escrito por médicos e especialistas brasileiros da área hospitalar, inclusive intensivistas, a Prefeitura poderia adquirir – seja com recursos próprios ou por meio de doação -, aparelhos celulares ou tablets, com conexão adequada, que ficariam somente nas mãos de profissionais da saúde (médicos, enfermeiros ou psicólogos), utilizados em horários previamente agendados com a família dos pacientes, sem atrapalhar a condição clínica da pessoa internada e seu próprio tratamento. “É um meio seguro e que proporcionará maior dignidade ao paciente e um pouco de alívio aos familiares que, muitas vezes, ficam aflitos por não conseguirem falar, ver e nem sequer se despedir de seus entes queridos, quando estes evoluem, infelizmente, para o pior prognóstico. Então, é um projeto que visa dar um pouco de humanidade e conforto, tanto ao paciente, quanto à sua família”, explica o vereador Diegão.  

Por meio do celular ou tablet, o profissional encarregado de estabelecer a “ponte” entre o paciente e o familiar permite a ambos a comunicação verbal e visual, enquanto que nos casos em que a pessoa internada está entubada ou inconsciente, é facultado à família enviar áudios, fazer chamadas em viva-voz ou videochamadas por aplicativo de mensagens.

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