A Santa Casa de Misericórdia, que está sob intervenção da Prefeitura de Suzano, vem promovendo ações que reforçam hábitos e implantam novos protocolos para reduzir a transmissão de doenças dentro da unidade hospitalar. O trabalho leva em consideração a recente epidemia mundial do novo Coronavírus, que passou a ser designado “Covid-19” pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na última semana, embora não haja casos confirmados no Brasil.

A iniciativa voltada à melhoria da assepsia em todos os setores ocorre desde o atendimento ao público até os quadros de médicos, enfermeiros e demais colaboradores, bem como nas instalações que estão funcionando temporariamente, como o Pronto-Socorro (PS) Municipal Adulto. Um dos exemplos é o protocolo adotado na entrada do setor de maternidade, em que foram instalados novos dispensadores de álcool em gel e cartazes reforçando a necessidade de higienização nas dependências do hospital.

Segundo o Setor de Controle de Infecções Hospitalares (SCIH) da Santa Casa de Suzano, o número de locais para esterilização das mãos aumentou cerca de 20% dentro do prédio e o número deve crescer nos próximos meses.

Além da atenção com visitantes e pacientes, o trabalho foi reforçado com médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e outros funcionários. A equipe de infectologia da unidade, em conjunto com o SCIH, está distribuindo mais de 500 embalagens portáteis de álcool em gel e hidratante para mãos de uso pessoal, com a disponibilização de locais para recarga dos invólucros, e orientações sobre a aplicação durante o trabalho.

A intensificação nos protocolos de assepsia e higienização na Santa Casa começou neste mês e foi reforçada pela Secretaria de Estado da Saúde, em reunião realizada no início da semana. As ações são em caráter preventivo, uma vez que não foi registrado nenhum caso do Covid-19 no Brasil.

Segundo o médico infectologista da unidade, Robson Hashizume, a atenção à transmissão por contato é um fator a se considerar em relação a qualquer infecção hospitalar. “É importante frisar que a transmissão viral não acontece apenas pelo ar no caso desta nova cepa do vírus, mas também pelo contato das mãos com objetos e com outros indivíduos”, disse.

O interventor da Santa Casa de Suzano, Rosvaldo Cid Cury, que tem pós-graduação em medicina preventiva e em saúde pública, destacou que o reforço asséptico é adotado de forma constante. “Contamos com ações de conscientização semanais em todas as áreas e o Setor de Controle de Infecções Hospitalares se reúne mensalmente para tratar de assuntos relacionados à higiene. O objetivo é garantir a saúde dos pacientes e dos nossos colaboradores”, explicou.

 

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