Protesto nesta terça (15) em frente a centro de detenção em Irwin, na Geórgia (EUA), após denúncia sobre cirurgias irregulares para retirada de útero de imigrantes — Foto: Jeff Amy/AP Photo

Autoridades migratórias e parlamentares dos Estados Unidos disseram nesta terça-feira (16) que vão apurar uma denúncia sobre cirurgias irregulares em detentas em um centro para imigrantes clandestinos no estado americano da Geórgia — as mulheres teriam sido submetidas a retiradas completas ou parciais de seus úteros.

Uma enfermeira que trabalhava no local foi quem expôs o caso. Segundo essa denunciante, identificada como Dawn Wooten, um ginecologista fazia histerectomias (retirada do útero por intervenção cirúrgica) em massa nas detentas. Além disso, o centro, localizado na cidade de Irwin, se recusava a aplicar testes do novo coronavírus nos imigrantes detidos no local.

Wooten relatou que as detentas eram encaminhadas a ginecologistas ao reclamarem de cólicas ou pedirem por métodos contraceptivos. Nem sempre as decisões médicas eram compreendidas pelas mulheres.

O teor inteiro da denúncia não foi divulgado, mas parlamentares do Partido Democrata tiveram acesso ao documento e também anunciaram uma investigação sobre o caso. A presidente da Câmara, a deputada democrata Nancy Pelosi, repudiou o caso.

A agência Reuters falou com autoridades migratórias dos EUA na terça-feira, e elas afirmaram que uma agência federal também deverá averiguar o que aconteceu.

Autoridades negam acusação

A diretora médica do Serviço de Alfândegas e Imigração (ICE) dos EUA, Ada Rivera, negou irregularidades e disse que o centro na Geórgia só fez dois procedimentos do tipo desde 2018, sempre com aprovação após exames.

Além disso, o ICE disse em nota que um procedimento como histerectomia “jamais seria feita sem a vontade da paciente” sob custódia das autoridades americanas.

FONTE: G1

 

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