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As dez cidades do Alto Tietê, computaram de janeiro a maio deste ano, 156 registros de estupro – incluindo o de vulnerável. Em comparação ao mesmo período no ano passado, a região teve retração de 64,10%. Em 2019, foram em torno de 256 boletins registrados.  

Itaquaquecetuba foi o município com o maior número de registro, sendo 41. Os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostram que 36 desses foram vulneráveis – crianças, adolescentes etc.  

Em Mogi das Cruzes, as delegacias totalizaram, de janeiro a maio, 33 boletins de ocorrência (B.O). Desses, 27 foram estupro de vulnerável.  

O cenário de Suzano é parecido com o de Mogi das Cruzes. Nos primeiro cinco meses deste ano, a cidade computou 32 notificações de estupro, sendo 24 contra vulneráveis. Os munícipios que completam a lista com mais de 10 registros são Santa Isabel (14); Poá (12); e Arujá (10). 

Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema e Salesópolis tiveram menos de 10 boletins computados.  

Subnotificação 

De acordo com a delegada Silmara Marcelino, da Delegacia de Defesa da Mulher de Suzano (DDM), a diminuição pode ter relação às subnotificações desses crimes, tal como terem sido agravadas por causa da quarentena. “Estupros, infelizmente, sempre são subnotificados. Pelos registros, cremos que 20% a 30% dos casos são computados. Então, a gente não pode afirmar que ocorre uma diminuição, porque sempre há eventual subnotificação, inclusive com o agravante da quarentena provocada pelo novo coronavírus“, afirmou a delegada. 

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