O jovem Ruan Rocha da Silva, de 19 anos, foi condenado pela juíza Sandra Regina Nostre Marques, da 1ª Vara Criminal de São Bernardo, a 4 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto. O jovem ficou conhecido após ter a testa tatuada com a frase ‘’eu sou ladrão e vacilão’’ por dois homens em julho de 2017.  

A decisão da juíza foi tomada em audiência de instrução realizada no fórum da cidade do ABC Paulista nesta terça-feira (10).  

O garoto foi preso em flagrante por furto de celular e um agasalho de funcionárias de uma unidade de saúde em Ferrazópolis, em São Bernardo do Campo, em fevereiro deste ano. Em consequência deste crime, ele já cumpriu sete meses de reclusão. “Com 1/6 cumprido, dos 4 anos e 8 meses, ele pode progredir para o regime aberto e retomar a liberdade”, disse Ariel de Castro Alves, advogado e conselheiro do Condepe. 

Sandra Regina afirmou, ainda, que a “prática de atos infracionais anteriores serve para justificar a decretação ou manutenção da prisão preventiva como garantia da ordem pública, considerando que indicam que a personalidade do agente é voltada à criminalidade, havendo fundado receio de reiteração, pois, como recentemente decidido.” 

A audiência de instrução foi realizada sem nenhum parente do réu. Apenas uma representante da Clínica Grand House, local onde ele passou parte do tempo internado para tratamento contra o vício de drogas, esteve no fórum de São Bernardo do Campo, mas foi impedida de participar da audiência. 

A tentativa era de que Ruan pudesse voltar a fazer tratamento na instituição. 

De acordo com Castro Alves, Ruan deve sair do Centro de Detenção Provisória de São Bernardo do Campo para ir a um Centro de Progressão Penitenciária (semiaberto).  

“A juíza de ofício poderia ter instaurado um incidente toxicológico já que o vício dele é público e notório, ou a pedido do Ministério Público ou da Defensoria Pública. Agora, ele continuará no sistema prisional, sem tratamento nenhum. É lamentável esse ciclo que ele vive, de dependência de drogas, envolvimento com pequenos crimes e a falta respaldo familiar. No sistema prisional ele usará mais drogas e ficará endividado”, disse Castro Alves. 

O próprio réu falou à juíza que cometera os crimes sob efeito de drogas. No texto da sentença, Sandra Regina cita o depoimento de Ruan. 

“Interrogado em Juízo, o réu disse que estava perto do Wall Mart e estava chovendo. Então, resolveu entrar no UPA. Estava sob efeito de drogas e praticou a subtração dos bens. Negou ter agredido ou ameaçado qualquer pessoa. Disse que queria se esconder da chuva. Alegou que estava sob o efeito de drogas e, por isso, praticou o delito.” 

FONTE: G1

 

 

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